Foi tentando escrever pra você,
Que me dei conta de que as palavras haviam me traído,
Elas se fizeram ausentes, simplesmente sumiram.
Tenho que reconhecer que elas se sentiram intimidadas, sem auto-confiança, talvez não se achassem dignas.
E por mais que eu quisesse buscar por elas ou outras,
Sei que não poderia encontrar, não falo em vão, passei horas procurando, não achei.
Mas não me culpo, aliás por mais atrevido que possa parecer, culpa têm você
Por mais estranho que seja não achar palavras,
Estranho mesmo seria achá-las uma vez que você sempre me faz perdê-las.
Já não tenho pretensão de fazer disso poesia,
Só quero mesmo é deixar escrito, sem mais prólogos, só pra você saber..
Que você é o mestre em despertar sorrisos meus.
E que se for pra fazer analogia à intensidade, a primeira coisa que penso são aos olhos teus.
Que descobri o sentimento de ficar sem graça através de você, nem me pergunte, não sei porque.
E que o resto se resume em confiança.
E não vou disfarçar a timidez que sinto ao dizer tudo isso,
Mas é autentico e por isso creio que valha a pena dizer,
Ainda que seja pra me arrepender,
E pra mais tarde perceber que se desmanchasse isso,
Seria desmanchar parte de você.
Mas como já disse, repito, isso não é poesia, afinal eu nem conseguiria.
Jamais daria certo tentar te colocar entre verso e parágrafos.
Mas en-fim, ao menos perceba que tentei, e que as infinitas folhas rasuradas são cúmplices disso.




