unknown poetry

Foi tentando escrever pra você,

Que me dei conta de que as palavras haviam me traído,

Elas se fizeram ausentes, simplesmente sumiram.

Tenho que reconhecer que elas se sentiram intimidadas, sem auto-confiança, talvez não se achassem dignas.

E por mais que eu quisesse buscar por elas ou outras,

Sei que não poderia encontrar, não falo em vão, passei horas procurando, não achei.

Mas não me culpo, aliás por mais atrevido que possa parecer, culpa têm você

 Por mais estranho que seja não achar palavras,

Estranho mesmo seria achá-las uma vez que você sempre me faz perdê-las.

Já não tenho pretensão de fazer disso poesia,

Só quero mesmo é deixar escrito, sem mais prólogos, só pra você saber..

Que você é o mestre em despertar sorrisos meus.

E que se for pra fazer analogia à intensidade, a primeira coisa que penso são aos olhos teus.

Que descobri o sentimento de ficar sem graça através de você, nem me pergunte, não sei porque.

E que o resto se resume em confiança.

E não vou disfarçar a timidez que sinto ao dizer tudo isso,

Mas é autentico e por isso creio que valha a pena dizer,

Ainda que seja pra me arrepender,

E pra mais tarde perceber que se desmanchasse isso,

Seria desmanchar parte de você.

Mas como já disse, repito, isso não é poesia, afinal eu nem conseguiria.

Jamais daria certo tentar te colocar entre verso e parágrafos.

Mas en-fim, ao menos perceba que tentei, e que as infinitas folhas rasuradas são cúmplices disso.

ecletismo:

Me olhe nos olhos; tudo bem se você está com medo. Eu também estou, mas estamos com medo por diferentes razões: eu estou com medo do que eu não me tornarei e você teme o que eu posso me tornar. Olhe pra mim, eu não me deixarei acabar onde eu comecei. E eu não me dexarei terminar de onde eu saí. Eu sei o que eu sou por dentro, mesmo que você não possa ver ainda. Me olhe nos olhos; eu tenho algo mais importante que coragem, eu tenho paciêcia. Eu me tornarei o que eu sei que eu sou. (Nike)

E ali vem minha pequena

Vem na minha direção

E traz consigo brisa serena.

Traz também conforto e entendimento

Não consigo me fazer claro

Nem ao certo me fazer compreender

Mas nem tudo é claro nos poemas,

E nem tampouco na vida.

Vida as vezes sofrida

Mas que ela vem a iluminar

Como disse, hei de retomar..

Quando a menina caminha pra mim,

Traz esperança, proporciona autentica perseverança.

Mas não vem em linha reta

Toma caminhos diferentes

Pra mostrar que a firmeza é conciliavel com doçura

E bravura com ternura.

E é tão clemente que acaba por desfarçar

por nós, o sofrimento que deveras sente.

E o que o olho dissimula, a intimidade me permite conhecer

Que guarda dentro de si tanta coisa,

Que nem Ulisses se aventurando por vinte anos poderia compreender.

E é por isso que quando vem ela..

Se pondo a sorrir, até o relogio para pra admirar

Falo sem timidez, já nem tenho porque disfarçar

Que preciso dela.

E que jamais, sob qualquer desfortuna intrépida

Hei de renunciar à dádiva de com ela compartilhar,

Uma risada, um sorriso e um olhar.

E amo profundamente tal pequena.

Amo suas qualidades

E os defeitos, os amo igualmente

Pois não digo que não hajam.

Mas dela fazem parte.

Então mesmo se pudesse e se a mim coubesse,

Nada mudaria nela

Pois seria profanar sua imagem terna e bela.

-Tiago L. Vilar (heteronimo que atribui a mim mesma)

Vai dizer que não tem toda uma poesia implícita numa foto como essa?  -Búzios 01/2011

Vai dizer que não tem toda uma poesia implícita numa foto como essa?  -Búzios 01/2011

ecletismo:

Hoje, no Dia internacional de memória ao Holocausto eu quero trazer à memória o que me traz esperança. Eu não quero lembrar dos 6 milhões de judeus assasinados, ou dos outros números de mortes dessa guerra infame, como os 17 milhões de soviéticos dos quais 9,5 milhões eram civis. Eu definitivamente não quero imaginar cenas como a de crianças sem pais ou de mulheres sem cabelo ou dignidade lamentando a morte de seus maridos, pais e filhos. Eu me recuso a lembrar dos homens que foram condenados por seus crimes contra humanidade e que um homem liderou um país inteiro movendo-o pelo ódio ao proximo simples orgulho de se achar superior. Eu quero lembrar que existiu um homem, um alemão, que salvou 1.100 judeus. Eu quero trazer para mim o sentimento de revolta desse homem por deixar de salvar mais uma vida. Eu quero lembrar que um só homem, formado da mesma carne e osso que eu salvou gerações e que mesmo depois disso ele sentiu vergonha de si mesmo. Oskar Schindler (Zwittau-Brinnlitz, 28 de Abril de 1908 — Hildesheim, 9 de Outubro de 1974)(trecho de: A Lista de Schindler “Schindler’s list”)

Ela

E ali estava, envolvida em seu lençol de lágrimas

À deriva do rio onde fluiam suas próprias mágoas

E o vento, a única coisa ao seu redor, não lhe trazia abrigo, não passava de um falso amigo

E juntos, o lençol, o rio e o vento eram intimamente responsáveis pelo seu martírio de pensamento.

-Bruna Sousa e Ferreira


“O que combato, escondo, tento matar de qualquer forma
Mas parece que ele entra pela janela no momento que tranco a porta
E não importa o quanto eu tente, já entendi que de mim faz parte
Como a lágrima de um palhaço, minha maldição é minha arte
E sentado no nono círculo eu rio de Dante e Virgílio
Pois sua grande jornada é minha caminhada de domingo
E como um aprendiz de fênix tento ressurgir
Nas cinzas eu já cheguei, agora para onde tenho que ir?”

P. H. Lobo

“O que combato, escondo, tento matar de qualquer forma

Mas parece que ele entra pela janela no momento que tranco a porta

E não importa o quanto eu tente, já entendi que de mim faz parte

Como a lágrima de um palhaço, minha maldição é minha arte

E sentado no nono círculo eu rio de Dante e Virgílio

Pois sua grande jornada é minha caminhada de domingo

E como um aprendiz de fênix tento ressurgir

Nas cinzas eu já cheguei, agora para onde tenho que ir?”

P. H. Lobo